
O futebol sempre me encanta. Vai entender, né? Geralmente as mulheres abominam o esporte mas eu nasci gostando!
Escolhi o time que não é o de coração da família (Corinthians) e sou a ovelha negra nesse sentido. Para piorar a situação sou daquelas fanáticas que chora, ri e morre de paixão pelo Timão.
Sofri bastante com a queda pra segunda divisão, mas fiz minha parte como membro da Fiel. Torci, fui aos jogos e estava lá no Pacaembu quando, por antecipação, voltamos para a primeira divisão.
Como todo bom torcedor, sonho que meu time seja repleto de craques. E, há algum tempo almejava ver um grande ídolo fazer parte do Corinthians. Entretanto, sabia que para isso acontecer só se houvesse um milagre. E não é que ele aconteceu?
quando todo mundo pensava que o Fenômeno acertaria com o Flamengo, Ronaldinho acertou com o Corinthians.
Ao contrário da maioria das pessoas que conheço fiquei felicíssima com a novidade. Acreditava de coração que ele viria para agregar não só financeiramente, mas para a qualidade do futebol da equipe.
Entrei em muitas discussões por conta disso! Cansei de ouvir que a ida do Ronaldo para o o Corinthians não passava de uma jogada de marketing da Nike, do Corinthians e do próprio jogador.
E sempre dizia: – Ele vai voltar a jogar e vai ser o craque do time. Todos davam de ombros. Nem aceitaram a aposta. Se tivessem acertado, eu teria ganho alguns trocados!
Ronaldo voltou aos gramados num jogo da Copa do Brasil contra o Itumbiara. É claro que em 20 e poucos minutos e há mais de um ano sem jogar seria impossível que ele fizesse algo de extraordinário. Minha primeira emoção era vê-lo retornar aos campos, afinal sempre o admirei pela garra nos momentos de dificuldade, mas também não podia esconder o entusiasmo de vê-lo com a camisa do meu time.
E não é que, para minha própria surpresa, ele mostrou fome de bola? Enfim, bastava dar a ele mais tempo e mais condições para voltar a ser aquele craque de antes.
O próximo desafio era contra nosso maior "inimigo": Palmeiras. E ficava a dúvida: ele iria jogar?
No sábado anterior disse aos meus pais: – Ele vai entrar e vai marcar um gol! Claro que todos riram de mim, né?
Mas aí, o jogo começou. O primeiro tempo foi ruim de doer e nada do Ronaldo em campo. O segundo tempo começou com o gol do Palmeiras logo no começo e aí, pouco depois ele entrou.
Na primeira jogada já mostrou a que veio. Meu sangue começou a ferver, os nervos ficaram à flor da pele e meus gritos na torcida chamaram a atenção de todos.
Meu pai veio assistir o jogo comigo e – acho que todos amantes do bom futebol – passou a torcer não pelo Corinthians, mas pelo Ronaldo, aquele mesmo que foi eleito três vezes melhor jogador do mundo, artilheiro de todas as Copas do Mundo, bicampeão do Mundo com a Seleção, aquele menino que brilhou no Cruzeiro mostrando audácia e categoria.
O jogo estava acabando e o juiz deu mais 4 minutos. Ah, que 4 minutos mais valiosos. Aos 47 minutos, Ronaldo cabeçou e GOL!
Isso! GOL DO RONALDO! E eu só pensava: eu avisei!
Caramba, mais do que curtir aquele gol pelo empate contra o Palmeiras, vibrei por ver que ali, ressurgia um ídolo.
E como diria o comercial da Brahma: VEM-VINDO GUERREIRO!

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