quinta-feira, 11 de agosto de 2011

República Corinthiana é democrática


Mais uma ação do Corinthians e de seu departamento e marketing prometem dar o que falar. Está em andamento o social game Eu presidente.

Buscando aproximar os torcedores do time, esse game tem objetivo de escolher o presidente e os congressistas da República Popular do Corinthians. De acordo com a campanha, qualquer cidadão, acima dos 16 anos, poderá se candidatar a Presidente ou Congressista da Nação.

Democrática, a República alvinegra garante que os escolhidos serão eleitos por voto direto de todos os corinthianos e deverã cumprir desafios em um mandato de 4 meses. E o melhor: serão premiados de acordo com sua performance.

O desafio foi lançado e os escolhidos poderão, de verdade, ajudar o time, ou seja, governando a República Popular do Corinthians, realizando várias ações. Serão eleitos 300 congressistas e 1 presidente! E é fácil participar. Funciona assim:

• O candidato deve definir para qual cargo quer se eleger.

• Depois precisa escolher quatro desafios.

• A partir da escolha dos desafios a pessoa se torna candidato com um programa de governo definido pelos 4 desafios escolhidos.

• Aí começa a campanha. E as mídias sociais são o canal para se promover. Haverá até debate entre os candidatos!

• Depois da campanha, vem a eleição! A Nação corinthiana votará no candidato favorito.

• Se eleito, a pessoa se torna presidente e/ou congressista.

• O eleito terá um mandato de 4 meses e cumprir os desafios propostos em seu plano de governo.

• E tem mais! O eleito será premiado de acordo com o cumprimento dos desafios e performance do presidente e/ou congressistas!


A ideia é que os torcedores contribuam para a divulgação da equipe nas mídias sociais, atuando ativamente no desenvolvimento de ação que têm tudo para dar certo. Afinal, ninguém pode negar a força da torcida alvinegra, ainda mais motivada desse jeito! Sucesso garantido, não é mesmo?

Veja o filme da campanha: http://youtu.be/C7eEK7ndsKw


domingo, 18 de abril de 2010

Uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só.

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos doces caramelados.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é "difícil" (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de "fácil").
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em "acertar", tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Então, a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: "Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora"...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .

"Você nasce sem pedir e morre sem querer. Aproveite o intervalo."
(Danuza Leão)

P.S. O texto não é meu, mas na verdade reflete algumas dessas coisas que pertubam a nossa cuca! Coisa doida essa a de ficar tentando se enquadrar naquilo que a sociedade aceita como normal, ideal, comum! Eu quero é mais ser eu mesmo! Sem tantos rótulos, encanações, restrições! Vida longa à cerveja de sexta com os amigos, os prossecos nas festas chiques, os chocolates nas noites de mau humor, ao sexo por prazer...e por aí vai! A gente só é feliz quando faz o que tem vontade e sem culpa! Cansei! Abaixo a culpa e vida mais que longa à minha vontade de ser incondicionalmente FELIZ!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Borboletas


Com o tempo, você vai percebendo que
para ser feliz com uma outra pessoa,
você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama)
e que não quer nada com você,
definitivamente, não é o homem
da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e,
principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas…
é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar,
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você!”


Mário Quintana

terça-feira, 9 de junho de 2009

História de pinguim


Quase todo mundo acha que os pinguins são as criaturas mais fofas e engraçadas da face da Terra. Uns porque curtem seu jeito engraçado de andar, outros porque se encantam com sua "vestimenta" mais parecida com um fraque e outros simplesmente porque os vêem como figuras encantadoras.

Mas eu não. Gosto dos pinguins por causa de uma característica singular, que pouca gente conhece. Vou explicar.

Gosto dos pinguins por causa de todas as coisas descritas acima, mas mais do que tudo porque descobri que os pinguins têm o mesmo parceiro durante toda a vida. E mesmo que se desencontrem durante as migrações, mantêm-se fiéis a seus companheiros e, quase sempre se reencontram.

Não é à toa que gosto do pinguins. Afinal, como eles, acredito no amor pra vida toda.

Acho até que já encontrei o meu pinguim, mas ao longo da caminhada, acabamos nos perdendo.

Não sei por quanto tempo ficaremos distantes um do outro. A única certeza que tenho é vamos nos reencontrar e aí, farei de tudo para não me perder dele.

Quero que esse reencontro seja definitivo e que nenhum obstáculo seja capaz de nos separar novamente.

Como garantir isso? Eu não sei. Mas sei de uma coisa: quando o amor é verdadeiro, ele é capaz de transpor montanhas mais altas que o Everest. 

E se o Everest é tão pequenininho diante desse amor, então só me resta esperar a hora a certa para ter a minha história de pinguim.

sábado, 4 de abril de 2009

Seja um idiota


A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

Autor: desconhecido

P.S. A falta de tempo para atulizar com meus textos faz a gente postar textos bons de outros autores...rs!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Crônica do Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

(Crônica do amor - Arnaldo Jabor)

P.S. Adorei a dica da minha amiga Thaís sobre esse texto. Isso serve para todos aqueles que sonham e vão encontrar o verdadeiro amor!

terça-feira, 31 de março de 2009

Para Viver Um Grande Amor


Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

(Vinicius de Moraes)


P.S. Eu acredito nisso? E você que lê?