
É incrível como, às vezes, coisas simples como um filme nos levam a refletir sobre temas tão importantes, que acabam esquecidos em meio às preocupações cotidianas.
Esses dias assisti "Diamante de Sangue". Um filme muito bom, que fala sobre o tráfico de diamantes em Serra Leoa, na África, e de como isso prejudica o desenvolvimento de um país miserável, sem condições de oferecer uma vida digna ao povo, que na época abordada pelo fime, passava por uma violenta guerra civil.
Ao ver tudo isso retratado de forma fictícia, senti um imenso aperto no coração e chorei. Chorei por perceber que tantas vidas se perdem por uma "pedra" que determinamos ter um valor inestimável. E fiquei pensando: quanto vale a vida?
E mais, refleti sobre como o mundo inteiro assiste a fatos como esses sem fazer nada. E nem precisa ir muito longe para se indiginar. Basta percorrer a periferia de São Paulo, os morros do Rio de Janeiro e qualquer cidade da região Norte e Nordeste do Brasil para ver que a situação não é muito diferente da dos nossos irmãos africanos.
E aí fica a pergunta: até quando iremos assistir a tudo isso impassíveis?
Até quando?

2 comentários:
Acredito que há sim muita impassiblidade no mundo como também sei que há muitas pessoas que não se conformam com isso e se tornam ativas. Ao meu ver o que acontece é que, para fins lucrativos, depreciativos e de predação há mais união entre as pessoas, já que estão apenas pensando no material e é isso que lhe proporciona prazer, imediato, palpável e, claro, irreal. Mas para que estrutura de sustentação para plantas aquáticas (só para indicar que a necessidade de sentimentos mais altruístas, de amor e compaixão é necessário um grau de evolução).
Por outro lado, os esforços feitos para uma melhora do coletivo são feitos por pessoas isoladas, sem divulgação da midia, que também adora a predação e sabe o que proporciona dinheiro. Neste caminho, solitário, o retorno não é imediato, palpável e lucrativo, o que há é um sentimento de felicidade imenso e imensurável que só os merecedores podem sentir. Afinal de contas, "não se dá pérolas a porcos". Assim para se tornar ativo é necessário maior evolução, seja mental, espiritual, humana ou mesmo filogênica.
Fernando
Oi, amiga!!!
Adorei seu blog!!! Vou visitá-lo sempre pra saber como andas... Inclusive coloquei um link do seu, no meu. Passe por lá...
Bjo no coração
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