sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Hay que endurecerse sin perder la ternura jamás


Nunca uma frase do Che fez tanto sentido. Realmente temos que endurecer nossos corações, pois para agüentar a matéria da Veja dessa semana sobre o Che é preciso ter muito estômago. E eu que achava que a Veja era um veículo imparcial e capaz de apurar os fatos. Acho que fui traída pela ingenuidade de acreditar que no Brasil algum veículo seja imparcial. Que a direita e principalmente os norte-americanos ataquem Cuba é aceitável, pois a única coisa que eles saber fazer é isso. Afinal, têm uma grande incapacidade para criar heróis e ídolos a serem seguidos. Sei que tem gente pensando: Ah! Mas os neonazistas reverenciam Hitler...legal para quem gosta do maior asssassino da história, que por intolerância e total incapacidade de aceitar as diferenças, preferiu eliminar aquilo que não é espelho, bem como Narciso. Como todo ser humano, Ernesto Guevara, cometeu erros e acertos. A diferença de Che é que errou tentando acertar. Lutou por pessoas que nem eram seus compatriotas. Che realmente foi aquele "homem novo" que a geração da década de 60 tanto buscou. Che foi capaz de subverter a ordem, pensar no coletivo e dar a vida por uma causa nobre. Se os métodos utilizados por ele são certos ou errados, é a história quem vai dizer, não os autores dessa matéria indecente (Diogo Schelp e Duda Teixeira)que se denominam jornalistas. O princípio do jornalismo e ouvir todos os lados de uma história e não foi isso o que ocorreu. Pegaram como fontes todas as pessoas que são contra a revolução cubana e que hoje se escondem sob as asas dos Estados Unidos, sabe, aquele governo super justo que continua massacrando os iraquianos e que adoram uma guerra para manter sua economia viva? Pois é!
Como jornalista fico envergonhada de ver que pessoas como essa ganham muito mais do que eu para escrever um texto como esse.

Ninguém é obrigado a aceitar Che Guevara como mito, ídolo, herói ou seja lá o que for. Temos que aceitar simplesmente o fato de que ele, ao contrário de muitos de nós, deu a vida por uma causa. E se hoje pessoas se espelham nele ou o tem como referencial é porque seus ideais ainda estão vivos.
É muito fácil criticar e achincalhar uma pessoa que não está aqui para se defender. Será que isso é inveja por Che ser adorado mesmo 40 anos depois de sua morte? Talvez sim...ou seja simplesmente falta de ter o que fazer.
Hello queridos! Antes de publicar algo como isso, leiam e conheçam a história...a minha impressão é que nessa aula da faculdade (e também na de ética) vocês faltaram. Provavelmente, estavam puxando o saco de algum professor para conseguir nota, né?

Che Guevara é e continuará a ser um exemplo para essas e outras gerações, independente de seus defeitos, qualidades, erros e acertos. E vocês, provavelmente, só terão esses 5 segundos de fama e serão reconhecidos no futuro como os caras que fizeram aquela matéria chinfrim sobre o Che. Querem apostar?

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